«O Acordo Tortográfico» [Miguel Esteves Cardoso]

O acordo ortográfico
Como os filólogos da República da Guiné-Bissau não puderam estar presentes na recente reunião para o Novo Acordo Ortográfico, estamos todos à espera da sua ratificação para saber como é que nós, os Portugueses, vamos escrever 'a nossa própria língua. E esta? De qualquer modo, os grandes peritos de São Tomé e Princípe, de Angola, do Brasil, e dos outros países de «expressão oficial portuguesa» já se pronuciaram. A República da Guiné-Bissau, porém, também terá a sua palavra a dizer. Muito provavelmente, uma palavra escrita à maneira deles; mas não faz mal. Nas palavras de Fernando Cristovão, 1986 é o ano que marca a nascença da lusofonia. A grandiosa lusofonia está, obviamente, acima da mera língua portuguesa.
A lusofonia é uma espécie de estereofonia, só que é melhor. A estereofonia funciona com dois altifalantes, enquanto a a lusofonia funciona com mais de 100 milhões.” Para mais, os falantes da lusofonia têm a vantagem de ser feitos em África e na América do Sul, o que lhes confere uma sonoridade nova e exótica. Para instalar uma aparelhagem lusofónica devidamente apetrechada, são necessários complicados componentes tupis, quimhmoguenses, umbandinos e macuas, Enfim, coisas que não se fabricam na nossa terra. A partir de 1986, todos os povos a quem uma vez chegou a língua portuguesa podem contar com um lusofone em casa. Um lusofone é um aparelho que permite a qualquer indígena falar e escrever perfeitamente esta nova e
excitante língua, que passará a chamar-se o brutoguês.


Para haver lusofonia, nada pode ser como dantes. Os Lusíadas passarão a conhecer-se por Os Lusofoníadas. Se dantes havia língua portuguesa e a sua particular ortográfica, agora passa a haver a língua brotuguesa e a sua ainda mais particular tortografia. A tortografia, conforme se estabeleceu no Acordo Lusofónico de 1986, consiste em escrever tudo torto.
As bases da tortografia assentam numa visão bruta da fonética. Por outras palavras, se a lusofonia é uma cacofonia de expressão oficial brutoguesa, a tortografia consiste fundamentalmente no conceito de cacografia”. Dantes cada país exercia o direito inalienável de escrever a língua portuguesa como queria. As variações ortográficas tinham graça e ajudavam a estabelecer a identidade cultural de cada país. Agora, com o Acordo Tortográfico, a diferença está em serem os Portugueses a escreverem como todos os outros países querem. Como todos os países passam a escrever como todos querem, nenhum país pode escrever como ele, sozinho, quer.
As ortografias tupis e crioulas, macumbenses e fanchôlas passarão a escrever-se direito por linhas tortas. O Prontuário passa a escrever-se «Prontuario», rimando com «desvario» e «Cuf-Rio». O Abecedário passa a escrever-se «Abecedario», em homenagem a dario, grande Imperador da Pérsia, que, por sua vez, se vai escrever «Persia» para rimar com «aprecia», já que qualquer persa aprecia uma homenagem, mesmo que seja só uma simples omenagem. Já dizia acentuadamente Fernando Pessoa que «a minha pátria é a língua portuguesa». Agora passa a dizer «a minha patria é a lingua portuguesa», em que «patria» deixa de ser anomalia e «lingua» assim, nua e crua.
Será possível imaginar os ilustres filólogos de Cabo Verde a discutir minúcias de etimologia grega com os seus congéneres de Moçambique? Imagine-se o seguinte texto, em que as palavras sublinhadas serão obrigatoriamente (para não falar nas grafias facultativas) escritas pelos portugueses, caso o acordo seja aprovado:”A adoção exata deste acordo agora batizado é um ato otimo de coonestação afrolusobrasileira, com a ajuda entristorica dos diretores linguisticos sãotomenses e espiritossantenses. Alguns atores e contraalmirantes malumorados, que não sabem distinguir uma reta de uma semirrecta, dizem que as bases adotadas são antiistoricas, contraarmonicas e ultraumanas, ou, pelo menos, extraumanas. No entanto, qualquer superomem aceita sem magoa que o nosso espirito hiperumano, parelenico e interelenico é de grande retidão e traduz uma arquiirmandade antiimperialista. Se a eliminação dos acentos parece arquiiperbolica e ultraoceanica, ameaçando a prosodia da poesia portuguesa e dificultando a aprendizagem da lingua, valha-nos santo Antonio, mas sem mais maiúscula. A escrever »O mano, que é contraalmirante, não se sabe mais nada, mas não é sobreumano«? O que é que deu nos gramáticos de além-mar (ou escrever-se-á alemar)? A tortografia será uma doença tropical assim tão contagiosa?”
Os portugueses no fundo assinaram um Pacto ortográfico que sabe a pato. Ninguém imagina os espanhóis, os Franceses, ou os Ingleses a lançarem-se em acordos tortográficos, a torto e a direito, como os Portugueses. Cada país – Seja Timor, seja o Brasil, seja Portugal – tem o direito e o dever de deixar desenvolver um idioma próprio, Portugal já tem uma língua e uma ortografia próprias. Há já bastante tempo. O Brasil, por sua vez, tem conseguido criar um idioma de base portuguesa que é riquíssimo e que se acrescenta ao nosso. Os países africanos que foram colónias nossas avançam pelo mesmo caminho. Tentar «uniformizar» a ortografia, em culturas tão diversas, por decretos aleatórios que ousam passar por cima de misteriosos mecanismos da língua, traduz um insuportável colonialismo às avessas, um imperialismo envergonhado e bajulador que não dignifica nenhuma das várias pátrias envolvidas. É uma subtracção totalitária.
A ortografia brasileira tem a sua razão de ser, e a sua identidade. Quando lemos um livro brasileiro, desde um «Pato Donald» ao Guimarães Rosa, essas variações são perfeitamente compreensíveis. Até achamos graça. Como os Brasileiros acham graça à nossa. Tentar «uniformizar» artificialmente a ortografia, para além das bases mínimas da Convenção de 1945, é da mesma ordem da estupidez que pretender que todos os que falam português falem com a pronúncia de Celorico ou de Salvador da Bahia. é ridículo, é anticultural, é humilhante para todos nós. Se não tivessem já gozado, era caso para mandá-los gozar com o Camões.
Imaginem-se os biliões de cruzeiros, escudos, meticais, patacas e outras moedas que vai custar a revisão ortográfica de todos os livros já existentes. Imagine-se o distanciamento escusado que se vai causar junto das gerações futuras, quando tentarem ler escorreitamente os livros do nosso tempo. Sobretudo, imagine-se a desautorização e a relativização que o acordo implica. Amanhã, uma criança há-de escrever esperanssa e quando for chamada a atenção, dirá «tanto faz, que estão sempre a mudar, e qualquer dia desaparecem as cês cedilhados». Ou responderá, muito simplesmente: «Pai, mas é assim que se escreve em Cabo Verde!»
“A língua portuguesa nasceu do latim – toda a gente sabe. Um dia, a língua brasileira, e a língua são-tomense, e a língua angolana serão também línguas novas e fresquinhas que nasceram da língua portuguesa. Ninguém há-de respeitar menos a língua por causa disso. (Nós também não desrepeitamos o latim.) As línguas são indissociáveis das culturas e das histórias nacionais, e elas são diferentes em todos os países que hoje falam português à maneira deles. A maneira é a maneira deles, e a nossa é a nossa. A única diferença é que Portugal já há muito que achou a sua própria maneira, tanto mais que a pôde ensinar a outros povos, e é um ultraje e um desrespeito pretender que passemos a escrever como os Moçambicanos ou como os brasileiros. Eles são países novinhos. Nós somos velhinhos, e não faz sentido ensinar os velhinhos a dizer gugudadá, só para que possam «falar a mesma língua» que as criancinhas.
Sem império, Portugal tem ainda a dignidade de ter sido Império. Mas há um feitio mesquinho que se encontra em muitos portuguesinhos de meia-tijela, que consiste em ter medinho que as ex-colónias se esqueçam de nós. Estes acordos absurdos são sempre «ideia» dos Portugueses armados em donos da língua. A verdadeira dignidade não é essa – é soltar a língua portuguesa pelo mundo fora, já que a sua flexibilidade é uma das suas maiores riquezas. Aquilo que já aconteceu – haver um português brasileiro, um português angolano, um português indiano – é prova gloriosa disso. Mas quando os Portugueses desejam meter-se na vida linguística dos outros, é natural que os outros também se metam na nossa. Os próprios participantes deste último Acordo parecem ter perdido completamente a cabeça, aceitando normas ortográficas disparatadas para a língua portuguesa de Portugal. Sem ingerências da nossa parte, seriam inaceitáveis as ingerências dos outros. O Acordo agora proposto – que o Governo deveria ler muito cuidadosamente, antes de consigná-lo, entre saudáveis gargalhadas, ao caixote do lixo da história – é uma mistura diabólica e patética de extremo relaxamento ortográfico («tudo vale, seja na Guiné, seja em Loulé) e de inadmissível sobranceria cultural («tudo vale, mas nós é que temos o aval»). Faz lembrar aqueles miúdos que dizem «Eu faço o que vocês disserem, desde que eu possa ser o chefe»).
Dizem que é «mais conveniente». Mais conveniente ainda era falarmos todos inglês, que dá muito mais jeito. Ou esperanto. Dizem que a informática não tem acentos. É mentira. Basta um esforçozinho de nada, como já provaram os Franceses e já vão provando alguns programadores portugueses. Dizem que é mais racional. Mas não é racional andar a brincar com coisas sérias. A nossa língua e a nossa ortografia são das poucas coisas sérias que Portugal ainda tem. É irracional querer misturar política da língua com a língua da política.
O que vale é que, neste momento, muitos portugueses – escritores, jornalistas e outros utentes da nossa língua – estão a organizar-se para combater a inestética monstruosidade. Que graça tinha se se fizesse um Acordo Ortográfico e nenhum português, brasileiro ou cabo-verdiano o obedecesse. Isso sim, seria um acordo inteligente. Concordar em discordar é a verdadeira prova de civilização”.

Comida japonesa

História do meu primo Joel
Naquele tempo eu tinha uma namorada de Três Rios, e raramente ela vinha para Niterói me visitar, já que cada vinda dela era uma coisaplanejada cuidadosamente, com capricho de visita de chefe de estado, uma vez que havia toda uma logística de vigilância para que eu não comesse a garota (que todo mundo pensava ser virgem, sobretudo na família dela).Então, era uma coisa rara e quando ela vinha aqui nosso passeio mais comum era ir ao shopping. Não sei porque cargas d´água a infeliz dava um azar do cacete e sempre que ela vinha crente que iria à praia, chovia horrores. Então o que restava era o shopping. Um dia eu estava vendo tevê quando numa novela ou seriado, percebi que um cara muito charmoso, o galã ou o antagonista boa-pinta-malvado-feito-o-cão, levou sua vítima sexual para comer comida japonesa. E aquilo ali fez todo sentido para mim.
Eu pensei cá com meus botões: – Que legal, o sujeito leva a moça para um restaurante exótico, mete saquê nela e depois vai pro motel e finaliza o serviço…
Naquele tempo, só tinha dois restaurantes especializados em gastronomia oriental em Niterói. A comida japonesa ainda não era essa febre que é hoje. E é por isso que a idéia de comer comida japonesa me pareceu tão sensacional. Quando ela chegou, eu resolvi impressionar a garota. Juntei todos os caraminguás que eu tinha. Não era muito, uma vez que eu não trabalhava e vivia de mesada, e ainda por cima era fim do mês. Ela queria ir no clássico Mc Donald´s (que também não tem em Três Rios) mas eu falei pra ela:
- J*, hoje eu vou te levar num lugar super legal. Vamos comer comida japonesa.
-É mesmo? Nossa, que legal! Eu nunca comi.- Disse ela com uma expressão de surpresa. – Eu quase falei que eu também nunca tinha comido aquilo, mas sabe como é o cara querendo impressionar, né?
-Ah, você vai se amarrar. Tem que comer de pauzinho, você vai ver… -Bancando o profundo conhecedor de comida japonesa.
-Nossa. será que eu vou saber?
-Claro. É facílimo. Eu te ensino. – Ele, o maioral, o foda, o senhor Tokio em pessoa, ehehehe.
Nos arrumamos. Coloquei a minha roupa bonita de fazer exame de fezes e ela se enfiou naqueles micro-vestidos provocantes que só me arrumavam problemas na rua. Fomos direto pro restaurante.
Chegando lá, ela embasbacada com um restaurante todo decorado como construção japonesa. Eu estava embasbacado também, mas querendo bancar o sujeito cosmopolita, cidadão do mundo, o fodão que conhece todo tipo de comida, tentei fazer um ar blasé como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Entramos, e havia uma série de mesinhas baixinhas. Novamente o espanto. Novamente meu ar blasé.
O garçom trouxe o cardápio. Quando eu bati o olho, puta que pariiiiu! Era caro para caceta!
-O que foi? – Perguntou ela vendo meu ligeiro desconforto (na verdade, quase um ataque epiléptico).
-Nada, nada. É que… Bem, eles mudaram o menu… – Disse eu olhando para o menu em busca dos preços. Enquanto isso, meu co-processador aritmético, fazia um milhão de contas tentando determinar o que é naquela maldita carta que daria para comer com os parcos tostões que eu tinha.
Depois de muito olhar, eu notei que não havia nenhuma desgraça de descrição do que era cada prato daqueles. Só havia os nomes em japonês. Eu fiquei puto. Era muita monguice fazer um menu de restaurante todo em japonês sabendo que a probabilidade de um japonês alfabetizado entrar lá era infinitamente pequena.
-Você está bem? – Perguntou a J* pra mim ainda intrigada com minha cara. Eu pensei em falar a verdade e assumir que eu era um pela-saco tão do mato quanto ela e que aquilo ali era minha primeira vez também, mas ela parecia tão feliz de estar na cidade grande, num lugar tão sofisticado que eu fiquei com vergonha de bancar o otário. Eu odeio fazer papel de otário, mas quando eu faço, vou até as últimas consequências.
-Estou. Estou ótimo. Você quer escolher? – Disse eu, entregando pra ela o cardápio.
Pronto, estava feito o suicídio social e amoroso na minha vida. Eu não só não havia falado a verdade como não tinha cheque nem cartão de crédito. O dinheiro era contadinho, e eu havia deixado a garota escolher o que pedir.
Enquanto ela olhava em silêncio o cardápio eu pensava na merda que ia ser na hora de sair. Como dizer que não teria dinheiro para pagar? Como pagar o mico de ligar para o meu pai e pedir para ele ir lá pagar a conta? A merda começava a se avolumar cada vez mais e eu devia estar com uma cara de muito pavor porque notei que os caras da mesa ao lado começavam a olhar pra mim.
-Mas está tudo em japonês… – Disse ela. Eu respirei aliviado. A monguice suprema do restaurante havia me salvado.
Qualquer cidadão mínimamente normal iria chamar o garçom e pedir uma sugestão, mas na situação periclitantemente dura que meu bolso estava, eu não daria mais esta chance ao azar. Levantar e sair estava fora de cogitação, uma vez que ela iria passar a maior vergonha e eu mais ainda.
Eu peguei o menu de volta. O menu era cheio de belas fotos e olhei cuidadosamente cada uma das fotos. Foi quando lá no iníciozinho, eu vi uma linda foto de uma cumbuca LOTADA de camarão.
Ao lado haviam uns três troços indecifráveis escritos em japonês.
Dois desses troços eram caríssimos. Um deles era barato. Quer dizer, era caro, mas era o que eu podia pagar. Torci para que o barato fosse a cumbuca de camarões.
Então eu chamei o garçom e apontei para o nome da coisa que eu podia pagar. Pedi aquilo.
O garçom:
-Quantos? – Eu não estava preparado para aquilo. Eu queria ouvir apenas um “sim senhor”. Mas “quantos” realmente me sacaneou.
-Hã?
-Quantos o senhor deseja?
-Errr… Bem, eu não estou com muita fome… (menti. Eu tava com uma forme desgraçada) J* você tá com muita fome? – Perguntei a ela. E como era de bom tom, graças à Deus, a mínima educação a infeliz tinha. Aí ela disse:
-Não… Não muita.
Satisfeito, eu virei para o garçom e disse: Traz um só pra dividirmos. E uma coca. também pra dividir. O garçom acenou com a cabeça e fez uma cara MUITO estranha. Virou-se e saiu.
A cara do garçom ficou na minha cabeça me preocupando por alguns minutos, mas o ambiente era tão legal, tão bem decorado, que eu relaxei e acabei esquecendo dela. Além disso, meu otimismo crônico me tranqüilizava com a idéia de que talvez o garçom tivesse feito aquela cara porque ele queria ganhar 10% em cima de dois cumbucões de camarão.
Dali a pouco veio o garçom trazendo uma coisa estranha. Um guardanapo em forma de leque quente pra caramba.
J* estava em êxtase, eu secretamente havia acertado seu eterno desejo de comer comida japonesa, desde que vira aquilo num filme.
E então depois de um papo de amenidades, veio o garçom trazendo a bandeja. Como nós estávamos sentados na mesa baixinha, não dava pra ver o que havia na bandeja até que ele se abaixou e colocou dramáticamente no meio da mesa.

Ali estava um bolinho. Uma porra minúscula dum bolinho de arroz.
makisalmon520 Comida japonesa
makisalmon520 Comida japonesa
O garçom mandou o clássico:
-Bom apetite. – E saiu. Eu pude ver através da nuca do filho da puta do garçom um sorriso cínico. Meu olhar passeou em câmera lenta por todo o restaurante, desviando-se agilmente dos olhares estupefatos de J* para o bolinho. Eu só parei de olhar em volta quando vi que os caras da mesa ao lado estavam quase fazendo xixi na calça de tanto rir da minha situação escrota.
Então eu tomei coragem e olhei para J*. E em seguida olhei para o bolinho.
-É só isso? – Perguntou ela.
-Acho que é.
-Acha?
-Não, quer dizer. É… Com certeza, é. Sabe como são os japoneses, todos magrinhos…
-Eu não vou comer isso. – Falou ela olhando com nojo para o bolinho que aguardava no meio da mesa.
Pela minha visão periférica eu vi o garçom chegando e por um momento eu pensei que aquilo era um couvert. Eu já ia respirar aliviado quando vi que o garçom colocou uma cumbquinha com umas coisinhas na mesa. Era tipo duma maionese verde e outra com um caldo preto que parecia óleo queimado.
soja508 Comida japonesa


J* olhou pra mim: – Que isso?
Eu apontei com o pauzinho:
-Isso?
wasabi906 Comida japonesa
-É.
-Isso, bem… Sabe como é. Isso é uma… Uma maionese. Uma maionese de alface. Por isso que é verde. Quer?
-Não. Cruz credo. Come você.
- E isso aqui? – Perguntou ela apontando para o shoyo.
-Isso aqui é… O óleo que fritou o baiacú. – Disse eu sabendo que desta frase ela só entendeu a parte do “óleo que fritou”.
-Não vai querer o bolinho?
-Acho que perdi a fome. Além disso, parece que tem uma fita isolante em volta dele. – Ela riu.
Eu fiz o meu clássico ar blasé, como quem diz: “Não sabe nada da vida, né minha filha?”
Então eu peguei o bolinho de arroz enrolado numa fita isolante com uma coisa morta em cima, que visívelmente não ia matar nem 1% da minha fome. Como era pouca comida, peguei TODA a “maionese de alface” E caprichei uma escultura em cima do bolinho.
Olhei para o lado, para a mesa dos três caras e todos eles estavam estupefatos olhando pra mim com os olhos mais arregalados que eu já vi.
Não deu tempo de fazer a conexão. Eu enfiei aquela merda na boca.
Era wasabi.
—–Pausa em luto do meu intestino ——-
Continuando, o tal wasabi que eu pensava que era maionese de alface, era a coisa mais sinistramente picante que eu coloquei na minha boca em toda minha vida.
Eu olhei para J* e a vi terminando de beber o último copo de coca-cola que estávamos dividindo.
-Que foi? – Indagou ela.
Eu não conseguia falar. As lágrimas começaram a escorrer pelo canto dos meus olhos e eu só não vomitei ali mesmo porque eu daria um gostinho para os quatro filhos de uma égua da mesa ao lado. Todas aquelas quatro hienas rindo de mim, esperando que eu gritasse, levantasse correndo pro banheiro ou desse um jato de vômito verde-limão na cara de J* no melhor estilo Exorcista.
Eu comecei a sentir minha glote fechar. Eu achei que ia morrer.
Então, eu reuni toda força universo, toda energia dos antepassados, do cosmos, a força de Gaia, mais a energia vital do meu corpo, mentalizei o kundalini e engoli aquela merda.
J* apenas olhava minha cara vermelha, e as lágrimas correndo pelo canto dos olhos.
-Tá quente? Tá ardendo? Tá com pimenta? – Ela perguntava assustada.
Eu só conseguia mexer a cabeça positivamente. Meti a mão no bolso peguei o dinheiro e joguei sobre a mesa. Levantei peguei J* pela mão e saí puxando ela pra fora do restaurante.
A noite terminou no Mc Donald´s, onde deveria ter começado.
Depois disso, eu fiquei anos sem comer comida japonesa.
FIM

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Eu peguei Osama Bin Laden!

História de Kling David Philipe
Eu estava trabalhando em casa, tentando corrigir um erro maluco no tema quando a campainha tocou. Eu achei aquilo meio estranho, uma vez que o porteiro costuma avisar que tem alguém querendo subir. Fui até a porta certo de que era um daqueles enganos onde o cara aperta sua campaínha pensando que é o interruptor de luz. Eu olhei pelo “olho mágico” e ali estava um cara de terno com uma mala debaixo do braço.
Eu pensei: Puts, o porteiro deixou subir uma testemunha de Jeová.
-Quem é? – Perguntei sem abrir a porta. Do outro lado, uma voz rouca com sotaque estranho respondeu:
-Meu nome é Jefferson.
-Pois não? -Perguntei ainda sem abrir a porta, já pensando em ligar a Tv no “canal porteiro” para ver se não era assalto no prédio.
-É a casa do senhor Philipe… (pausa) Kling David?
-É sim.
-Pode abrir a porta, por favor? -O tal do Jefferson perguntou. Eu olhava pelo buraco da fechadura e ele estava mostrando um tipo de distintivo que eu não consegui ver direito.
Arrisquei e abri, mantendo a porta na Correntina. Pela greta, pude dar de cara com aquela insígnia enorme do FBI.
-FBI, senhor. Pode abrir a porta? -Me cagando de medo, abro a Correntina e escancaro a porta. Ali está um homem de meia idade, parecendo ter uns 52, 53 anos, meio calvo. Olhar sério. Terno impecável. Ele tem uma maleta 007 debaixo do braço. Eu me apresento. E ele estende a mão para me cumprimentar.
-Muito prazer. Sou Jefferson Rutherford. – O cara tem um aperto de mão forte pra caramba e quase esmigalha meus dedos. – O senhor deve estar achando estranho um funcionário do Federal Bureau of Investigation parado na sua porta, não é mesmo senhor Philipe?
Eu balanço a cabeça positivamente já tentando imaginar alguma desculpa plausível para o lance do Relato de um Mib. Naturalmente só podia dar merda aquilo. O tal Jefferson interrompe meu pensamento com uma única frase:
-Parabéns, o senhor ganhou uma recompensa.

Três grandes decepções da minha vida

Hitória de um amigo que conheci na internet Philipe Kling David
A vida da gente é uma espécie de sopa onde entram vários ingredientes. Felicidade, amigos, brigas, situações engraçadas, tristes, relações sociais de todos os tipos, sexo e decepções entre dezenas de outros ingredientes. A mistura desses ingredientes em proporções aleatórias conduz para uma percepção de que a vida de um não é igual a do outro. Só isso pode explicar que muitas vezes dois irmãos que viveram a maior parte da vida numa mesma família tenham visões de mundo completamente diferentes.
Um dos ingredientes mais interessantes da minha vida, foram as minhas decepções. A maior parte das pessoas tenta a todo custo construir uma vida sem isso. Afinal, decepção é uma erva amarga na vida da gente. Mas à medida em que envelhecemos, começamos a mudar nosso paladar e certas coisas que achávamos horrível quando piás (cerveja, por exemplo) começam a parecer bem melhor. E é talvez pelo fato de que estou ficando velho que começo a rememorar certos episódios altamente decepcionantes da minha infância. Vamos a eles:

O dia em que enterrei meu tesouro
Eu sempre fui fã de filmes de piratas. Sempre desejei ardentemente encontrar um tesouro numa ilha tropical e tornar-me milionário. Um dia, esta oportunidade apareceu. Eu estudava numa escola de Três Rios enquanto morava com meus avós. Um dia, a escola passava por uma daquelas olimpíadas escolares e vi um caminhãozinho descarregar um monte de caixas no fundo da escola. Estiquei o olho para ver o que poderia ser aquilo e notei que aquelas caixas estavam cheias de medalhas. Uau! Medalhas de ouro, mané!
No fim do dia, naquela algazarra da saída entrei na fila para que carimbassem a minha caderneta. Durante a fila, a turba desorganizada percebeu que o inspetor havia ido ao banheiro, colocando um garoto mais velho para segurar o pessoal no portão. Imediatamente surgiu um motim. Ninguém reconheceu a autoridade do garoto e o caos se instalou bonito. Centenas de garotos invadiram a secretaria. Eu estava no meio. Eu não era muito de fazer grandes merdas, mas eu era conhecido como “o cabeça” das maiores maluquices.
Eu apenas falei para o Marcos Paulo (o mais encapetado entre os delinqüentes dali) que havia uma “arca do tesouro” cheia de moedas de ouro lá nos fundos da secretaria.
Pronto. Só precisei disso para que no minuto seguinte, TODOS os moleques da escola saíssem correndo para a rua com os bolsos cheios de medalhas de ouro. Entre eles, eu, o pirata!
Corri para a casa da minha avó com meu tesouro. Mas tão logo cheguei lá com minhas medalhas, fui logo mostrando pra minha vó e contando como eu era um pirata esperto. Fui recebido na base da porrada.
Minha vó me meteu o couro porque sabia que eu, totalmente néscio em matéria de esportes, não teria  condições de ganhá-las. Eu não era o Michael Felps para ganhar tantas medalhas de ouro. Daí que minha avó concluiu que eu roubei a escola e a porrada comeu com vontade. Não adiantava eu alegar que era apenas mais um dos que recebeu sua “parcela” no grande saque do ano à secretaria. Minha vó brigou comigo, me deixou de castigo sem poder ir ao cine Rex ver os Goonies, e o pior, me obrigou a voltar na escola e devolver as medalhas.
Eu enxuguei as lágrimas e retornei com meu passinho de urubu cansado de volta para a escola. Os bolsos cheios de medalhas de ouro. Eu me sentia o pirata mais burro do mundo. Eu sabia que seria o único zé mané de toda a escola que iria voltar lá pra devolver as medalhas.  Eu sabia que seria crucificado como único culpado pelo saque dos moleques todos que fizeram a mesma coisa que eu. No caminho, comecei a pensar um plano alternativo, uma saída para minha situação.
Mudei de direção. Fui até a linha do trem e escavei com as mãos um buraco fundo. Me certifiquei que ninguém estava olhando. Então, peguei as medalhas de ouro do bolso. Eram umas seis, e joguei ali. Cobri com terra cuidadosamente e até reconstituí o matinho sobre o buraco. Olhei em volta para ter certeza que ninguém havia me visto enterrando o tesouro. Memorizei cuidadosamente quantos passos eu precisava dar de uma árvore até a linha do trem. Dali eu contei quantos dormentes tinham ( dormente é aquela madeira que fica debaixo do trilho)  até a rua.
Limpei as mãos e voltei para casa. Minha vó quis saber se eu havia devolvido. Eu não disse nada. Apenas olhei para baixo. Ela concluiu que eu havia levado uma senhora esculhambação na escola e estava sem graça. Não fui ver os goonies, mas passei aquela tarde desenhando o “mapa” do meu tesouro.
O tempo passou. Um mês, dois, três, quatro meses. Um ano, mais um… Todo dia, indo pra escola eu passava perto da linha do trem e pensava no meu tesouro enterrado. Veio as férias, mais um ano, outras férias. Um dia, vi na televisão a propaganda do odissey. O odissey era um videogame que parecia ter um teclado. O conjunto dava uma ilusão de superioridade tecnológica sobre o meu atari, presente do Tio Zé Carlos. O atari foi um dos presentes inesquecíveis da minha vida. Então eu tive a brilhante idéia de resgatar meu tesouro e vender para o hominho do “compro ouro” que tinha na praça da autonomia. Com certeza aquele monte de medalha de ouro me daria grana para comprar videogames, não só para mim como um para cada irmão.
Peguei o meu mapa cuidadosamente escondido numa página central de um livro da Barsa lá na casa da minha avó. Nem era preciso do mapa, pois ao longo de vários e vários meses, eu rememorava cada detalhe daquele dia, e ficava pensando quando seria o fatídico dia de reencontrar o tesouro.
Mas pegar o mapa fazia parte da “aventura”. Peguei o mesmo, fui até a rua, contei os passos, contei os dormentes, cheguei no local. Comecei a cavar.
Nada.
Não havia nada. Apenas uma terra nojenta.
Eu fiquei muito puto. O ódio me subiu a cabeça. Tive vontade de jogar uma pedra no primeiro desgraçado que eu visse pela frente. Eu não queria acreditar. Cavei o mais fundo que pude em busca das medalhas de ouro. Cavei até achar uma pedra grande. Aí concluí que estava cavando no lugar errado. Voltei na rua, olhei no mapa. Contei os passos, contei cada um daqueles dormentes desgraçados e ali estava o buraco. Um buraco cheio de …ferrugem.
Eu tive vontade de chorar. As medalhas não eram de ouro. Eu havia sido enganado. Me senti ludibriado pela escola. Onde já se viu, dar medalha de ouro falsa para os esportistas! Um absurdo.   E o pior do pior era ter apanhado da minha vó por causa daquele monte de lata vagabunda.
Naquele dia, eu decidi que a romântica vida de bucaneiro não era mesmo pra mim.

O dia em que eu passei de ano. De um ano para o outro – Episódio 1
Esta é triste. Eu tinha ficado de recuperação na quarta série. Recuperação de Matemática. Recuperação é uma merda. Você vê todos os seus amigos saindo de férias e você lá. Tendo que ir pra aula. E o pior, todo mundo pensa que você é burro, afinal, “os inteligentes passam direto”.  Pra mim, ver meus amigos saindo de férias não mudava muito a minha vida, porque simplesmente não tê-los me eximia da inveja de ver aquele bando de (com licença? ) FILHOS DA PUTA indo passar as férias em Cabo Frio.
Então, estudei pra caramba, ralei para aprender aquela maldita taboada do nove. Arme e efetue, esses nomes que parecem provenientes das mentes mais doentias dos torturadoes do DOPS. A minha professora de Matemática era uma carrasca que faria o Freddy Krueger parecer uma freira.
Quando eu finalmente consegui obter a nota mínima para passar de ano, lembro disso como se estivesse acontecendo bem agora, minha mãe olhou meu boletim e falou:
-Philipe, vai lá e fala com a coordenadora que eu quero que você repita de ano.
Sim, meu amigo. A minha própria progenitora, com meu boletim -carta de alforria nas mãos, me mandou voltar e PEDIR (olha o grau da humilhação humana) para repetir. Eu caminhei para a scretaria como quem acaba de levar um tiro na cabeça. Me sentia muito pior que apenas um burro. Me sentia um proto-burro falido. Nem sequer competência para repetir a quarta série eu tinha. Minha mãe, cheia das boas intenções, teve que me mandar na secretaria comunicar que ela queria que eu repetisse. O objetivo da estranha situação era que nós iríamos mudar de cidade e minha mãe prevendo que a próxima escola seria mais forte achou melhor que eu entrasse com um ano de defasagem.
Eu entrei na secretaria e pedi para repetir. Pela cara da coordenadora, ficou claro pra mim que aquela era a maior burrice do universo, mas quem era eu para apitar alguma coisa sobre o meu destino? Ela imediatamente anotou meu nome num bloco e entregou a secretária.
Quando mudamos, a escola para a qual eu fui era bem mais fraca que minha escola anterior, o que significa que eu joguei um ano escolar no lixo.
O Dia em que eu passei de ano. De um ano para o outro – Episódio 2
Este foi o ano da Juliana do sutiã de bolinhas. Era a sétima série. Aquele foi o ano em que eu conheci meu amigo-irmão-padrinho de casamento-parceiro de idéias malucas Paulo Rogério. Eu tinha outros grandes amigos, como o Elvis, também conhecido como Magoo, o Fabio Guaraldi, que corria bem na educação física, o fábio Tardivo, que tinha aquela voz de locutor e era alto pra caramba, o Ryan, um cara muito doido que gostava de assustar a vizinha crente usando um isqueiro e um spray de Baygon. A turma era muito legal. As meinas, principalmente, eram bem bonitas. Mas…
Eis que eu fique de recuperação em Matemática. Na sétima série, eu já havia me habituado com a maldita recuperação de Matemática, porque desde a segunda eu vinha ficando de recuperação (sempre em Matemática).
Então, depois de muito estudar, ralar feito um desgraçado em monômio, binômios e polinômios, eu me ferrei. Fui pegar o boletim e ali estava a maldita letra I, de insuficiente.
Nunca gostei muito da letra I. Ela tem aquele ridículo pinguinho em cima, como se fosse uma bola. Eu acho que inconscientemente, sempre detestei o i por causa do seu pinguinho. O I não é uma letra séria. É a única letra que fica displicentemente brincando com aquela bolinha. Veja o A por exemplo.
O A fica lá, concentradão, pernas abertas. Base fixa. Rígido. Mas e o i? O i teima em ficar com aquele chapéu ou bolinha na testa. Parece o Ronaldinho Gaúcho das letras.
Aquele i era de INSUFICIENTE.
Tudo que eu precisava. Mais uma chancela desgraçada para ostentar na minha testa. Eu não era SUFICIENTEMENTE bom para passar para a oitava série. Isso significaria não só ter que estudar aquele monte de coisa tudo de novo, mas o que é pior, ver os meus amigos mudarem de série, de camisa. Eles passariam a estudar de manhã. Eu ficaria fodidamente limitado com um bando de pirralhos de tarde, como um mongol. Aquilo somado com a decepção do maior veto de todo o universo, produziam uma estrutura dramática incomum para minha biografia escolar de pseudonerd.
Eu estava deprê. Passei as férias numa fossa do caramba. Quando finalmente estava para começar o ano, minha mãe recebeu a circular de compra de material. Ali no documento estava bem claro para qem quisesse, ver: Philipe Kling David – 8 serie B.
Eu não podia acreditar. Deus havia intercedido por mim. Algum milagre do universo, talvez o próprio Dom Bosco em pessoa, havia me salvado. Meus pais se animaram. Todos começamos a fazer planos eufóricos sobre esta “segunda chance”.
Meu pai falou comigo para eu meter a cara, tirar excelentes notas logo de cara, pois se depois disso a escola descobrisse o erro, ele processaria a escola alegando que se eu tirava nota boa na oitava série, teria que ter sido aprovado na sétima.
Aquilo tudo fazia um grande sentido pra mim. Comprei a camiseta verde da oitava série. Fui com a minha mãe comprar todos os livros e material.
No primeiro dia de aula, eu fiquei tenso. Toda vez que alguém vinha na porta da sala, eu achava que ia dar merda. Tentei sentar no fundo, de modo a não ser visto. Não despertar suspeita.
Ao fim do primeiro dia de aula na oitava série, eu me sentia liberto. Tudo dera certo. Eu estava mesmo com meus amigos. Não pagaria de burro e finalmente havia testemunhado um milagre legítimo. E útil.
No dia seguinte, cheguei cedo. Sentei no meu lugar lá atrás. Começou a aula de português. Uma a uma, as disciplinas se sucederam e tudo corria normalmente. Até que…
Até que apareceu uma pessoa na porta da sala com um papel do computador.
-Quem é Philipe Kling David aí? – Perguntou o careca bigodudo.
Imediatamente inúmeros dedos acusatórios apontaram na minha direção.
O cara entrou na sala já falando:
-O que você tá fazendo aqui na oitava série com este uniforme? Você é repetente!
… (pausa dramática)
repetente, repetente, repetente REPETENTEEEEEE!
A voz tornou-se um eco mas logo eu percebi que não era a minha mente. Era a turma inteira batucando nas mesas e gritando aquela desgraçada verdade. Eu era um maldito repetente de merda tentando dar um golpinho de quinta categoria. A escola, para se esquivar do “erro de digitação”, me acusava de tentar me infiltrar clandestinamente na oitava série.
Levantei cabisbaixo e saí de sala, ao som de “REPETENTE, REPETENTE, REPETENTE”. No caminho, notei o sorriso de satisfação de Allysson, do Bruno Torres e de tantos outros. No meio daqueles olhares notei a expressão de pena de umas meninas. A expressão de pena apunhalou meu coração com uma dor cem mil vezes pior do que os gritos daqueles tapados.
O sonho acabou. Eu voltei a usar a camiseta amarela. Um ano depois de sofrer o veto histórico da minha geração, eu voltava aos holofotes do escarnio popular com a bombástica história do “repetente clandestino”, como fiquei sendo conhecido a partir dali

Adolescente vende um rim para comprar um iPad 2


oflorense

Chinês de 17 anos vende rim no mercado negro de órgão para comprar a segunda versão do tablet da Apple
Todo mundo sabe que os aparelhos da Apple levam os consumidores à loucura, mas ninguém esperava por essa: um adolesceste chinês, identificado como Zheng, vendeu um dos rins para comprar um IPED2. E, como se não bastasse, acabou não comprando o tablet.




Em entrevista para a emissora Shenzen, o rapaz contou que gostaria de comprar um tablet, mas que estava sem dinheiro. Ao navegar pela internet, ele encontrou um anúncio que oferecia 22 mil ians (moeda nacional da China) pelo órgão, o equivalente a cerca de 3 mil dólares.
Depois das negociações, Zheng viajou para a cidade de Chenzhou, onde o rim foi removido em um hospital. O garoto teve alta depois de três dias e, então, recebeu a quantia informada pelos negociantes.
Ao perceber que o filho tinha um laptop e um iPhone novos, a mãe de Zheng o pressionou para saber como ele conseguiu comprar os equipamentos, obtendo assim a confissão do rapaz. O caso foi denunciado à polícia, mas os responsáveis pela cirurgia não foram encontrados. O hospital nega qualquer  relação com o crime.
O caso tem sido tratado como exemplo de um materialismo exagerado que atinge jovens da China e de outras partes do mundo. Além disso, outro assunto preocupante é o comércio ilegal de órgãos, que tem se tornado cada vez mais popular no território chinês.

SEGURO DE CARRO- HISTÓRIA DE MEU TIO

Sempre é bom ter um seguro de carro nos nossos dias atuais. Essas opções sempre foram bem-vidas paras os donos de carros de primeira viajem, já entre os mais experientes é uma perca de tempo e dinheiro, acreditando que nunca nada de grave iram acontecer com eles, enganando a si mesmo.
Pensando nisso eu irei contar a história do meu tio Francisco, um empresário bem sucedido que quase foi a falência por não ter seguro nos carros de sua empresa.
 

Tudo começou há uns oito anos atrás quando meu tio resolveu abrir uma serralheria na cidade de Parauapebas, no começo tudo foi muito difícil, mas com o tempo ele começou a lucra muito, pois começara a receber serviços da prefeitura tornando seu mine negócio em um empreendimento lucrativo tornando-se um empresário de muito sucesso na cidade. Com três meses nessa situação  ele comprou 5 caminhões Ford para empreitar e aumentar seu serviço já que a demanda no mercado avia aumentando.
Minha avó o aconselhou a colocar os caminhões no seguro, só que ele disse que depois pensaria na possibilidade já que não acreditava que algo de mal poderia acontecer com os novos caminhões.
Não foi um mês e dois caminhões tiveram perda total, um deles capotou e matou o motorista sem recuperação para o caminhão, o outro pegou fogo na garagem, ninguém sabe o por que, só que misteriosamente ele apareceu todo queimado um prejuízo que só aumentaria com o decorrer da semana com outro caminhão que colocaram areia no óleo do motor reduzindo tudo os 5 caminhões Ford se foram.
Com tudo isso meu tio quase foi a falência passando quase dois anos para se recuperar dos prejuízos, hoje em dia até a cachorra dele tem seguro de vida.
O fato de ter seguro não quer dizer que você irar bater ou destruir seu veículo, irar ser roubado ou outro mistério do além mas o importante é está sempre segurado para protegem nosso patrimônio com garantia de que tudo estará assegurado.

SEGURO DE VIDA

O seguro é uma istituição bem antiga que vizava dirminuir prejuizo, pois os homem sempre esteve preocupado com a estabilidade de sua existência. Por sofrer as conseqüências das variações climáticas e dos perigos da vida, desde a antiguidade procurava se organizar em grupos para ter mais força e garantir o sustento e a seguranças das pessoas que os ultilizavam.
Babilônicos, Egipsios e Chineses foram os primeiros a ultilizar esse tipo de proteção para protegem suas arrecardações criando uma forma lucrativa e sem risco de perdas totais.
Com os lucros também vinheram a criminalidade que passou a se beneficiar desse tipo de negócio, pois não a nada que que der lucro  um dia sem ter pessoa de mar fé tentando se dar bem por meios ilegáis.
O seguro de vida  garante ao beneficiário ou ao próprio segurado um capital ou renda determinada no caso de morte, ou no caso do segurado sobreviver em um prazo convencionado. Mediante coberturas adicionais, pode cobrir invalidez permanente. Este seguro opera em duas modalidades: seguro de vida individual e seguro de vida em grupo.
Criminosos que muitas vezes estão do nosso lado cometem crímes contra os segurados mostrando que o seguro só vale se estirvermos vivos para resseber, afinal um seguro de vida lhe garantiria vivo?
Temos hoje os notíciarios notícias que repercultiram no mundo, de pessoas que foram mortas de mar fé por indivíduos que tinham a intenção de se beneficiar desse dinheiro.
Hoje o segoro de vida virou uma praga, pessoas que tem são procuradas como se forsse um ganhador da mega sena. Estudos mostram que esse tipo de crime só veem almentando nos últimos anos deixando as pessoas aprencívas a esse respeito.

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Leonardo Carlos. Tecnologia do Blogger.

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